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Frequentes Conclusões Falsas 46
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Miniatura

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Número de registro
MAC2202
Título
Frequentes Conclusões Falsas 46
Autoria
Ano
2019
Denominação
Material/Técnica
Suporte/Mídia
Dimensões
130 x 200 cm (diptico) | 130 x 200 cm
Local de produção
Notas descritivas
A pintura “Frequentes Conclusões Falsas 46” do artista David Magila foi desenvolvida em 2019, feita de tinta acrílica, tinta spray e lápis sobre tela com dimensões de 130 x 200 cm em formato díptico. A obra apresenta traços grossos em cores chapadas que geram profundidade, entre elas o fundo preto com uma intervenção de spray cor de rosa na lateral esquerda inferior, no qual um cubo branco acinzentado avança sobre. No canto esquerdo superior uma fração de bordô e dois tons de cor de rosa geram um fundo sobreposto por linhas orgânicas de traços verdes e brancos, que surgem do canto superior do primeiro cubo citado. Já no centro da lateral direita, em que outra forma geométrica arquitetônica branca de ângulos sombreados em cinza se ampara em uma transição do fundo preto para um azul escuro na lateral direita superior. Outros dois tons de azul mais claro transitam do centro superior até o meio da obra. Na lateral direita inferior, um cubo de menor dimensão em tons acinzentados avança sobre um fundo alaranjado com um traço contínuo na cor rosa. Ao longo da obra, as figuras de aspecto gráfico são acompanhadas de pequenos traços verdes.
Texto para etiqueta
David Magila
(São Caetano do Sul, SP, 1979)
Frequentes Conclusões Falsas 46, 2019
acrílica e spray sobre tela, 130 x 200 cm, díptico
Doação artista
Aquisição
Doação artista, 2023
Créditos da fotografia
Condições de reprodução
O uso de imagens e documentos é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos. Junto à reprodução, deve sempre constar obrigatoriamente o crédito à fonte original (quando houver) junto ao crédito: Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Os direitos autorais são de propriedade de seus respectivos detentores de direitos, conforme a Lei de Direitos Autorais (LDA – Lei no 9.610/1998). O MACRS não detém a propriedade de direitos autorais e não se responsabiliza por utilizações indevidas praticadas por terceiros.
Textos críticos
Texto Crítico
A poética da obra se baseia em uma representação desordenada da atmosfera urbana, em que figuras arquitetônicas representadas por cubos acinzentados remetem à paisagem de cidades em que a arquitetura hostil impera com melancolia e esvazia o espaço público. O trabalho retrata uma fotografia alterada de elementos cotidianos, invertidos em uma lógica de intervenção gráfica que revela o olhar único do artista sobre a cidade enquanto cenário de sucessivos cruzamento de informação, em que acontecimentos simultâneos se sobrepõem e dão forma a novas possibilidades imagéticas. O trabalho representa uma paisagem tomada de traços e cores invasivas, em uma perspectiva de ocupação urbana em que a presença humana é substituída por componentes gráficos. A sobreposição de elementos abstratos e cores vivas chapadas gera uma intensidade proposital que ocasiona estranhamento, juntamente com a multiplicidade de técnicas aplicadas na obra que contribuem para a potência visual da composição. Em um jogo de sombras, o contraste entre as cores preto e branco gera noção de profundidade e espacialidade, remetendo à uma lógica em que há a intencionalidade de evidenciar e apagar certos aspectos da construção urbana.
Autoria
Comentários/Dados históricos
David Magila relata nas pinturas, as memórias póstumas do apogeu da modernidade arquitetônica no Brasil. Estas memórias - como a série ‘Frequentes Conclusões Falsas’ de Magila nos sugere com suas descrições de ruinas alegorizadas - são um testemunho da fragilidade dos planejamentos urbanos grandiosos da era desenvolvimentista brasileira e de sua carência em termos de geração de habitats em concreto capazes de satisfazer e acolher as necessidades e a dimensão humana em sua plenitude.
Mesmo possuindo este tipo de introspecção histórico-social, transmitida com conotações melancólicas sabiamente dissimuladas por composições formais límpidas e combinações cromáticas ousadas, a serie ‘Frequentes Conclusões Falsas’ de Magila possui um temperamento expansivo, extrovertido e sofisticado. Esta ambivalência é especialmente exacerbada nas telas aonde fontes, piscinas e paisagens tropicais e litorâneas transmitem ao espectador sensações relacionadas aos ideais do hedonismo, do lazer e do prazer. Desta forma, não nos surpreende se, nas representações do artista, terrenos baldios, meio-fios irregulares ou esfarelados e até os pisos, as paredes ou os telhados precários das áreas simplórias da urbe brasileira sejam percebidos como exuberantes, sensuais, e ricos de uma energia contagiante e quase glamorosa. É nesta dicotomia que o espectador se surpreende e se fascina com a obra de Magila, e é quando ela se torna retumbante que quem olha para as telas do artista mergulha e começa e existir dentro delas. Pelo artista.
Exposições e prêmios
Feira "SPArte 2019" - Stand Galeria Mamute - São Paulo
|"Elogio a Pintura" Curadoria de Mario Gioia - Galeria Mamute - 2019 - Rio Grande do Sul.
|+ Acervo: caminhos para as aquisições do MACRS, Galeria Sotero Cosme, MACRS, 2024
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