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Sem título
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Miniatura

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Número de registro
MAC1638
Título
Sem título
Autoria
Ano
1989
Denominação
Material/Técnica
Dimensões
38 cm (diâmetro)
Notas descritivas
A obra é uma esfera em glicerina que deve ser apoiada diretamente no chão da galeria. Essa ação é intencional, pois tenciona o uso de suportes para esculturas, dessacralizando a obra. A obra apresenta uma coloração diferente de quando foi doada, por isso é interessante notar como o tempo agiu sobre sua superfície. Fajardo comentou que ela possuía cheiro também, mas com o tempo ele desapareceu. Atualmente, parece ser uma obra diferente, pois a glicerina é um material que seca de fora para dentro, ou seja, a superfície rachada é proposital, houve uma eclosão de seu interior. Para o artista, o processo de envelhecimento natural do material faz parte da constituição da obra. É preciso observar sua transformação ao longo dos anos.
Texto para etiqueta
Carlos Fajardo
(São Paulo/SP, 1941)
Sem Título, 1989
Esfera de glicerina moldada, 30cm de diâmetro
Doação Artista
Aquisição
Doação artista
Créditos da fotografia
Condições de reprodução
O uso de imagens e documentos é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos. Junto à reprodução, deve sempre constar obrigatoriamente o crédito à fonte original (quando houver) junto ao crédito: Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Os direitos autorais são de propriedade de seus respectivos detentores de direitos, conforme a Lei de Direitos Autorais (LDA – Lei no 9.610/1998). O MACRS não detém a propriedade de direitos autorais e não se responsabiliza por utilizações indevidas praticadas por terceiros.
Textos críticos
Texto Crítico
A singularidade da produção de Carlos Fajardo (São Paulo/SP, 1941) está nas possibilidades de ocupação do espaço expositivo, pensando a dicotomia entre pintura e escultura. Portanto, a percepção do visitante em relação aos objetos da arte e sua inserção social são fundamentais na pesquisa do artista.
O artista foi o primeiro a ser convidado para o Ciclo Arte Brasileira Contemporânea, em 1992. A galeria Xico Stockinger foi preenchida com obras de caráter instalativo. Além disso, Fajardo criou na Travessa dos Cataventos uma obra composta por seis mil tijolos, um anteparo na porta de entrada da Casa de Cultura Mario Quintana. Esse trabalho discutia a noção de monumento público, criando uma tensão entre transitoriedade e permanência. Um imenso bloco de tijolos, empilhados um a um, sem cimento, criavam a impressão da existência de um muro na Travessa. Contudo, havia uma fenda onde era possível visualizar o outro lado.
Autoria
Exposições e prêmios
Ciclo Arte Brasileira Contemporânea - IEAVi, 1992, Galeria Xico Stockinger, MACRS
Arte Contemporânea RS, 2020/2021, Espaço Vasco Prado, MACRS
O Triunfo do Contemporâneo, 2012, Santander Cultural
|Relações de Pesquisa: processo, experimentação e acervo, 2023/2024, Galeria Xico Stockinger, MACRS
Eventos relacionados
Mídias relacionadas
FIDELIS, Gaudêncio (org.). Dilemas da Matéria: Procedimento, e conservação em Arte Contemporânea. Porto Alegre: Museu de Arte Contemporânea do RS, 2002.