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“Meu trabalho, acredito que reflete um pouco do pessimismo sobre a existência do homem, pois todo ser vivo é refém do seu corpo. O homem é prisioneiro dentro de um saco de carne, ossos, vísceras e sangue, sendo ela bela ou feia, segundo o ideal estético da cultura em que vive. Portanto, somos prisioneiros dentro desta carcaça, que, com o tempo, vai se definhando e, durante este percurso, pode sofrer agressões bruscas, como amputações e deformidades. Enfim, a questão é uma reflexão da dialética do conceito de monstro, que caminha em uma linha tênue entre a vida e a morte. A ideia de poder manipular homem e animal me encanta.Eu busco causar alguma sensação no espectador, pode até ser uma sensação mínima. O interpretante pode gostar ou odiar, o importante é que não seja indiferente”. (ROSSI, 2016). Disponível em: https://www.guiadasemana.com.br/arte/noticia/conheca-o-jovem-artista-andrey-rossi-uma-das-promessas-de-novos-talentos-da-atualidade , Acesso em 06 de junho de 2022.
| "Trabalha com pintura, desenho e assemblagem, e a sua poética perpassa sobre temas relacionados às angústias contemporâneas. Suas obras compõem acervos institucionais por meio de prêmios aquisitivos no Brasil e no exterior, a exemplo do MAC-RS, da coleção Gilberto Chateaubriand no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte - Rio de Janeiro e da Coleção Kunstmuseum Kulturverein Wittingen na Alemanha. Suas obras perpassam questões relacionadas a angústias contemporâneas, como a morte, e pesos que carregamos pela nossa existência. Suas obras atualmente figuram cenários inabitados, mas com um aspecto de presença recente. Esse suspense da possível aparição repentina de um habitante – humano ou animal - é sentido pelo espectador, absorto pelo ambiente criado. O artista tem a capacidade de traduzir a representação de ambientes e sensações conhecidas em imagens pictóricas inesperadas, e mesmo com um grau elevado de realismo em seus traços, coloca-nos na dúvida se o que estamos na presença é uma realidade já vivida, ou uma lúcida alucinação." Disponível em: https://www.omagaleria.com/artistas/artista-andrey-rossi/ , Acesso em 11 de julho de 2022.
| "No início o artista seleciona, organiza, forma séries. Diante do caos do mundo e do tormento da percepção ele elabora leis, estabelece limites, justifica o mundo através da criação de conjuntos, grupos, catálogos. Andrey Rossi constrói caixas, espaços definidos nos quais ele reúne pequenos elementos, objetos, resíduos, numa ação artística caracterizada pela pesquisa, pela objetividade científica e pela curiosidade investigativa. A reunião desses objetos seriados parece formar um vademecum de todas as coisas imprestáveis do mundo que, a partir de agora, passam a ter identidade e valor. Herdeiro direto dos cubistas e das assemblages inicialmente criadas por Schwitters, o artista ecoa experiências desenvolvidas por Cornell, a elas aplicando uma atmosfera nostálgica e mórbida que o aproxima, no cenário artístico nacional, do repertório mágico de Farnese de Andrade". Disponível em: http://andreyrossi.com/wp-content/uploads/2019/12/Sobre-as-coisas-do-mundo-Marcus-Lontra.pdf , Acesso em 11 de julho de 2022.