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Pensar em algo que será esquecido para sempre
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Anexos
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Miniatura

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Número de registro
MAC1004
Título
Pensar em algo que será esquecido para sempre
Série
Diários Públicos
Autoria
Data
2004-2007
Denominação
Material/Técnica
Dimensões
55,5 x 31,6cm | 55,3 x 31,2cm | 54,4 x 31,9cm
Texto para etiqueta
LEILA DANZIGER
(Rio de Janeiro, RJ, 1962)
Pensar em algo que será esquecido
para sempre, 2004
Série Diários Públicos
58 X 33 cm (tríptico)
Apagamento e carimbo em jornal
Doação Bianca Knaak
Aquisição
Doação Bianca Knaak
Créditos da fotografia
Condições de reprodução
O uso de imagens e documentos é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos. Junto à reprodução, deve sempre constar obrigatoriamente o crédito à fonte original (quando houver) junto ao crédito: Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Os direitos autorais são de propriedade de seus respectivos detentores de direitos, conforme a Lei de Direitos Autorais (LDA – Lei no 9.610/1998). O MACRS não detém a propriedade de direitos autorais e não se responsabiliza por utilizações indevidas praticadas por terceiros.
Comentários/Dados históricos
A obra é datada de 2004, de autoria da artista e pesquisadora Leila Danziger (1962, Rio de Janeiro/RJ), intitulada "Pensar em algo que será esquecido para sempre", da série ``Diários Públicos ``. As imagens pertencentes a obra são jornais impressos com apagamentos seletivos, sendo submetidos a um processo que a artista chama de “depilação”: eles são descascados, expostos ao sol, dobrados e carimbados. Para apagar as páginas, Danziger retira, com uma fita adesiva, a primeira camada de tinta, deixando apenas vestígios da impressão. A obra foi doada ao Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), por meio de doação de Bianca Knaak.
Exposições e prêmios
- Exposição: 47% Artistas Mulheres no Acervo do MACRS. Galeria Sotero Cosme, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), 6 º andar, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre, RS, 2021
|- Exposição: Matéria Difusa - Um olhar sobre a coleção MACRS, Recorte Língua Viva. Galeria Edmundo Rodrigues, Complexo Palacete Pedro Osório, Bagé, RS, 2022.
|Exposição: El Cielo por Asalto, Galeria Sotero Cosme, MACRS, 2023
Histórico de publicações
DANZIGER, Leila [org]. Diários públicos: sobre memória e mídia. Editora Contra Capa, FAPERJ, Rio de Janeiro, 2013, 224 páginas. Disponível em: https://issuu.com/leiladanziger/docs/issuu_nov_2013 , Acesso em 07 de junho de 2022.
|DANZIGER, Leila. DIÁRIOS PÚBLICOS: JORNAIS E ESQUECIMENTO, Z Cultural: Revista do programa avançado de cultura contemporânea, FAPERJ, Rio de Janeiro, 2015, p. 04-05-06. Disponível em: http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/diarios-publicos-jornais-e-esquecimento-de-leila-danziger-2/ , Acesso em 07 de junho de 2022.
|MÓL, Bárbara. Leila Danziger e a emancipação das imagens. v. 5, n. 9, Belo Horizonte, 2015, p. 59. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/download/15670/12545/43577 , Acesso em 07 de junho de 2022.
|BULHÕES, Maria; PELLIN, Vera; VENZON, André [org]. Catálogo acervo do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. 1. ed. Digrapho Produções Culturais, Porto Alegre, 2021. p.153. Catálogo de Acervo. Disponível em: https://acervomacrs.wpcomstaging.com/catalogo/. Acesso em 03 de junho de 2022.
Eventos relacionados
El Cielo Por Asalto | 47% Artistas Mulheres no Acervo do MACRS
Mídias relacionadas
"Na série Nomes próprios (1996 – 2003), a artista desenvolve exercícios de micro história, individualizando a memória do Holocausto, a partir de pesquisas em torno de seu sobrenome de origem judaica. Já a série Diários públicos (2001 – 2012), realizada a partir do apagamento de jornais impressos, apresenta uma leitura corrosiva da cultura informacional da atualidade, problematizando a ordem dos discursos por ela materializada". Disponível em: https://issuu.com/leiladanziger/docs/issuu_nov_2013 , Acesso em 07 de junho de 2022.
|"Embora não haja propriamente desenho, no sentido mais estrito do termo, a escrita aqui praticada procura algo próximo ao que realizam os desenhos de Artaud, em que o papel é sulcado e ferido; desenhos em que as palavras fazem parte integrante da imagem, constituindo o que chama de “massa palavra-e-imagem”, e falam sempre de um combate entre vida e pensamento. Guardadas as proporções, os gestos construtivos de Diários públicos possuem afinidades com a violência dos desenhos de Artaud. Uma violência controlada, é certo, mas em que as páginas dos jornais, esvaziadas pelo ato extrativo de retirar a massa de informação, revela aquelas páginas como uma espécie de pele, superfícies em carne viva, marcadas pelo real.A série pode ser vista como uma arca, um pequeno bricabraque afetivo, que reúne miudezas marcadas pela fragilidade (por exemplo: um grupo de crianças que pula durante alguns minutos, tentando provocar um terremoto; a graciosidade dos gestos de uma menina no trapézio; Catherine Deneuve, no filme Pele de Asno). Contudo, não é possível isolar a delicadeza dessas imagens dos resíduos da violência e de tragédias tão próximas, que aparecem de forma espectral no verso das páginas. Cabe ressaltar que essa série só adquire sentido pleno como contraponto ao lastro das séries anteriores. Na forma da dedicatória, o título sugere uma espécie de “fuga-adiante” (fuite-en-avant), uma aposta num futuro sempre adiado". (DANZIGER, 2015, p. 05). Disponível em: http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/diarios-publicos-jornais-e-esquecimento-de-leila-danziger-2/ , Acesso em 07 de junho de 2022.
|"Em Diários públicos: sobre memória e mídia, Leila Danziger cria um apagamento seletivo de jornais impressos. Publicada em 2013, a obra se divide em duas partes e contempla produções artísticas e literárias, fotografias das instalações e reproduções de ensaios da artista. A primeira parte, “Para pensar o apagamento”, trata da exposição homônima ao livro, trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2001. A mostra compreende uma coleção de jornais dividida em extensas séries como “Para Irineu Funes”, “Resistir-por-ninguém-e-por-nada”, “Para-ninguém-e-nada-estar” e “O que desaparece, o que resiste”. Nesses trabalhos, a artista se apropria de trechos literários, como versos de Paul Celan, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles, reinscrevendo-os sobre páginas de jornais que foram anteriormente raspadas.Os jornais selecionados possuem parte das informações das páginas apagadas, sendo submetidos a um processo que a artista chama de “depilação”: eles são descascados, expostos ao sol, dobrados e carimbados. Para apagar as páginas, Danziger retira, com uma fita adesiva, a primeira camada de tinta, deixando apenas vestígios da impressão e, sobre essa página, inscreve um fragmento literário – como o verso “Não volto às letras, que doem como uma catástrofe”, de Ana Cristina César –, uma palavra ou uma expressão – como os verbos “lembrar” e “esquecer” – que são, ali, carimbados. Esse trabalho de esfolar e reescrever evidencia um tipo de resgate de memória que visa, no processo de fazer desaparecer quase totalmente a linguagem jornalística, deixar latentes imagens contemporâneas de tragédias e de abandono". (OLIVEIRA, 2017). Disponível em: http://letras.cidadescriativas.org.br/2017/05/31/sobre-diarios-publicos-de-leila-danziger/ , Acesso em 24 de junho de 2022.